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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Back in the game!


 Olá pessoal,


Depois de quase um ano e meio abandonado, resolvi tirar o pó e reativar o blog. Vamos ver até quando eu manterei o ritmo dessa vez... rsrs... Nesse período, várias mudanças aconteceram na minha vida e, entre elas, a mudança de emprego: Aulas e treinamentos foram substituídos por traduções, criação de materiais didáticos deram lugar a revisão de manuais técnico, minhas incontáveis viagens a trabalho e horários malucos foram trocados por "descanso" e por horários mais regrados.

Com essa  "tranquilidade", vieram também as piadas a respeito da profissão, como por exemplo "quem precisa de tradutor quando se tem o Google Translator?" ou "o revisor ortográfico do Word já faz todo o trabalho".

Porém, nós tradutores/revisores conseguimos dar o troco rapidamente quando essas pessoas procuram algo no Google ou no Word e não encontram, e só lhes resta a opção de tirar dúvidas conosco.

Exemplo? Na frase abaixo, enviada por um marido para a sua esposa por SMS, não há erro algum de vocabulário, ou seja, nem Google, nem Word, nem nenhuma máquina acharia esse problema, pois ainda não conseguem distinguir contexto:

"I'm having a wonderful time. I wish you were her"

Se o marido confiou demais no poder de revisão do software do celular, dançou e ainda arrumou encrenca em casa. Bem feito.



Outro exemplo? Diariamente, após revisar/traduzir um texto, tenho o costume de, então, utilizar os revisores ortográficos dos softwares para o caso de ter deixado escapar algum erro de escrita. Recentemente, porém, durante uma revisão ortográfica dentro do Framemaker, o software me alertou para a sigla CMFD (Color Multifunction Display) que, segundo ele, estaria errado (não estava).

Então, fui ver o que o Software sugeria como opção a esse "erro", e ele me sugeriu a palavra "Kenaf", uma planta tropical da família da Malva, que NADA tem a ver com o display do avião. Amigo da onça esse Framemaker, né? Além do contexto não ter nada a ver, CMFD e Kenaf são parecidos em que?! Nem no branco dos olhos ou o fundo azul das fotos.


Bom, por enquanto é isso. Como já disse, espero voltar aqui com mais frequência e espero que vocês também voltem.

Grande abraço!

Rômulo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Falar inglês deve ser motivo de orgulho

Bom dia pessoal!!

Como o tempo anda curto para novas postagens, estou aproveitando mais um texto publicado no site do Planeta Educação. Por sinal, gosto muito desse texto e gostaria muito que algumas pessoas tivesse acesso a ele, principalmente aquelas que ainda se recusam a enxergar a importância dessa língua nos dias de hoje.

Como sempre digo, o inglês continua sendo um diferencial no mercado de trabalho, mas o contexto mudou. Antes, o inglês fazia diferença de forma positiva, ou seja, se você soubesse a língua, teria preferência em relação aos outros concorrentes. Hoje em dia, a situação se inverteu, pois o inglês passou a ser um dos primeiros itens analisados numa entrevista de emprego. Você fará a diferença apenas se não souber a língua, sendo descartado já na primeira seleção.

Think about it!!!
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Falar inglês deve ser motivo de orgulho
Contexto social faz toda a diferença




Todos os dias, tenho o costume de – logo pela manhã – acessar sites de notícias para me manter informado sobre o que está acontecendo no mundo. Infelizmente, assim como jornais impressos ou televisivos, os sites de notícias também têm o costume de dar preferência por notícias trágicas (pois dão mais audiência).

Porém, há algum tempo tive uma ótima surpresa enquanto navegava pelo site do UOL, quando me deparei com o título “Orgulho de falar bem inglês”. Sem pensar duas vezes, cliquei no link e fui direcionado para o blog do correspondente da Folha de São Paulo na China, Raul Juste Lores, no qual ele comenta sobre um programa da TV estatal chinesa que apresenta um concurso que valoriza quem fala bem a língua inglesa.

Tal situação, num primeiro momento, chama-nos a atenção pelo fato de ser um país comunista interessado em aprender o idioma capitalista, ou o “idioma do imperialismo” como é citado por Lores. Porém, além dos diferentes sistemas econômicos, está em questão – também – a briga entre os dois adversários pelo domínio do idioma universal, já que vivemos um momento em que só se fala sobre a ascensão do Mandarim como o idioma do futuro.

Mesmo tendo a possibilidade de vir um dia a ser falante nativo da língua predominante no mundo, os chineses ainda respeitam e admiram a língua inglesa e arrumam uma forma de estudá-la (com ou sem o auxílio de um professor).

No entanto, ao traçarmos um paralelo da situação dos chineses com a realidade e o contexto social brasileiro, o resultado não poderia ser mais triste. Na China, pessoas levam apostilas para os seus trabalhos e estudam a cada minuto disponível, enquanto no Brasil as pessoas preferem não repetir tal atitude para não ser repreendidas por seus superiores.

Há 11 anos, em 1999, o professor Zhang Lianzhog, do Ministério da Educação da China, disse que 200 milhões de alunos estavam estudando inglês para “entender outras culturas, abrir a cabeça, ultrapassar as barreiras da comunicação e aumentar a força intelectual do país”, com o objetivo principal de preparar a população para a abertura da China ao mercado internacional.

Enquanto isso, 11 anos depois – em 2010 – no país em que tudo o que vem dos EUA é considerado melhor ou mais atraente, a língua inglesa ainda encontra-se deslocada nas escolas públicas, principalmente por não ter influência nos resultados do IDEB. Nossa esperança é que, com a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 (duas poucas coisas que atraem o interesse dos brasileiros), a circulação de estrangeiros no país e a necessidade da língua inglesa façam o idioma universal ser mais valorizado em terras tupiniquins.

A questão é: Acordaremos antes ou depois da Copa? Se acordarmos, já estaremos no lucro.

Caso tenham interesse, leiam também essa matéria publicada no site do MEC: "Ensino de Idiomas entre Brasil e EUA é fortalecido" - http://migre.me/qrdW

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Aprendendo inglês pelo Twitter

Fala pessoal!!

Como vocês estão após o feriadão? O meu feriado foi muito tranquilo e com várias coisas bacanas. Ontem à noite, por exemplo, participei de um Twitcam com o tradutor Ulisses Wehby, do blog Tecla SAP. Foi um "encontro" extremamente proveitoso, com aproximadamente 30 pessoas falando sobre inglês e tradução (bom demais!!). Caso tenham interesse, confira um trecho da "conversa" clicando aqui:

Aproveitando a deixa sobre o Tecla SAP, no ano passado publiquei um texto no site do Planeta Educação chamado "Aprendendo Inglês Pelo Twitter", onde citei o perfil do Tecla SAP no twitter como uma das formas de adquirir conhecimentos sobre a língua inglesa. Para a minha surpresa, logo em seguida o Ulisses publicou um texto no seu blog, justamente falando sobre o twitter e comentando a respeito do artigo que eu havia publicado. Fiquei muito feliz com a citação (valeu Ulisses).

Agora, para finalizar o post, publico aqui também o artigo "Aprendendo inglês pelo Twitter". Espero que gostem!

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Aprendendo inglês pelo Twitter
Como usar esta nova tecnologia em seu benefício


Qual é o maior fenômeno da internet atualmente? Orkut? Facebook? You Tube? My Space? Todos esses websites já tiveram (ou ainda estão tendo) seu período de febre entre os usuários da rede mundial de computadores. Porém, nenhum deles pode ser comparado à crescente popularidade do Twitter “uma rede social e servidor para microblogging que permite aos usuários enviarem e lerem atualizações de outros contatos (em textos de até 140 caracteres, conhecidos como "tweets"), através da própria Web ou por SMS. As atualizações são exibidas no perfil do usuário em tempo real e também enviadas a outros usuários que tenham assinado para recebê-las”¹.

Muitas pessoas ainda acreditam que o Twitter é apenas mais uma ferramenta utilizada por pessoas desocupadas, que passam o dia se divertindo à frente de um computador. Porém, não é preciso muita pesquisa para perceber que grandes empresas multinacionais também estão aderindo à febre e utilizando essa ferramenta para estreitar o contato com os clientes ou para aumentar sua publicidade. A Starbucks, por exemplo, praticamente aboliu a famosa “caixa de sugestões” e passou a receber as mensagens por meio dos seus seguidores online.

No ramo da educação, a situação é muito semelhante, pois por meio do Twitter é possível compilar em apenas uma página, mensagens recebidas diretamente de grandes empresas como a
Revista Nova Escola, o IG Educação, o BBC Education, o Education.com, o Discovery Education e até mesmo do site Planeta Educação (com suas novidades postadas em tempo real). Dessa forma, o professor poupará o tempo gasto para pesquisar notícias, planos de aula, dicas de pronúncia, artigos etc., pois passará a recebê-los diretamente na sua página de entrada.

Outra ótima indicação é o Twitter do site
Tecla SAP, que conta com a colaboração de nomes como Jack Scholes, Ron Martinez e José Roberto A. Igreja, postando diariamente conteúdos relacionados a falsos cognatos, gírias, expressões idiomáticas, phrasal verbs, erros comuns ou exercícios. Todos os dias aprendo algo novo com esse pessoal. Aliás, acabei de descobrir que “Engineer”, além de significar “Engenheiro”, também representa outra profissão não tão comum. Para descobrir o outro significado dessa palavra, acesse o Twitter ou o site oficial do “Tecla SAP” e confira.

Com essas rápidas sugestões de contatos via Twitter, ampliaremos nossas oportunidades de crescimento como professores da língua, compartilhando informações e conhecimentos com pessoas de todo o Brasil e, quem sabe, de todo o mundo. Para uma breve explicação sobre o que é o Twitter, acesse o vídeo
Twitter in Plain English e também o artigo "Na trilha do Twitter", no Blog "Escolhendo a Pílula Vermelha".

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¹ Texto retirado do site
www.wikipedia.com

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Erros em materiais didáticos

Na noite de ontem, o site do UOL Educação publicou uma matéria um tanto quanto inusitada sobre um dos livros de inglês que está sendo distribuído pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo a alunos do ensino médio paulista.

O que chamou a atenção dessa vez, segundo a matéria, foi o fato de o livro indicar aos alunos o link www.newsonline.com – que possui conteúdo pornográfico – para que os alunos pudessem “ampliar” seus conhecimentos da língua (hein?).

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria, anteriormente, esse site continha endereços de jornais e revistas do exterior, o que são - de fato - informações úteis para alunos que estão estudando uma segunda língua. Porém, a internet é algo que está em constante mudança e dar sugestões de sites de terceiros é correr riscos, pois mais cedo ou mais tarde, esses sites podem sofrer mudanças como a que acabou de acontecer.

Sendo assim, quem atua no ramo da educação (principalmente com publicação de material) sabe que dedicação e atenção são qualidades extremamente importantes numa área que está em “constante auditoria”.

Já que boa parte dos professores de inglês (não todos eles) das redes municipais e estaduais de ensino tem pouco ou nenhum conhecimento da língua, precisamos – ao menos – ofertar a eles material de boa qualidade, com informações confiáveis.

O mais triste é que esses equívocos deveriam (deveriam!!) ser raros em nosso país mas, infelizmente, esse é o segundo caso em menos de um mês divulgado na mídia brasileira.

Além do caso descrito acima, no dia 30 de agosto de 2010, o programa CQC - com o repórter Danilo Gentili - fez uma denúncia a respeito de apostilas distribuídas no município de Alumínio (SP) que continham erros no alfabeto, em questões relacionadas a Geografia, Matemática, etc. Caso tenham interesse, assistam essa matéria no vídeo abaixo (espero que não mudem o link para algo com conteúdo pornográfico).

sábado, 11 de setembro de 2010

Estrangeirismos no Português

Bom dia pessoal,

Para iniciar efetivamente as postagens no blog, quero postar um dos primeiros textos que publiquei na coluna "Ensino de Línguas" do portal Planeta Educação, sobre a presença de estrangeirismos na Língua Portuguesa. Espero que gostem...

Rômulo Faria


Estrangeirismos no português
Cheeseburguer ou Pão com carne moída prensada e queijo?



Um dos assuntos mais debatidos entre linguistas no Brasil é o polêmico projeto de lei 1676/99, de autoria do deputado Aldo Rebelo – do PCdoB de São Paulo – que objetiva defender, proteger e promover a língua portuguesa em território brasileiro. Tal projeto define como prática abusiva os casos em que a utilização da palavra ou expressão em língua estrangeira tiver equivalente em língua portuguesa. Dessa forma, se a lei for publicada, as palavras ou expressões em língua estrangeira utilizadas em território nacional ou em repartição brasileira no exterior deverão ser substituídas por palavras ou expressões equivalentes em língua portuguesa.

Ao pensar a respeito dessa polêmica, me vem à mente o trecho de um pensamento do autor francês Paul Ambroise Valery, afirmando que “a maioria das pessoas ignora o que não tem nome”. No caso da aprovação desse projeto de lei, muitas “coisas” – a princípio – ficarão sem nome até que consigamos encontrar novas palavras para substituí-las. Porém, se formos de acordo com a ideia de Valery, será que conseguiremos simplesmente ignorar a existência das pizzas, por exemplo? Ou, como já diria o prof. Pasquale, deveremos nos acostumar a pedir um "disco de massa com queijo e molho de tomate"?

Confesso que me anima o fato de ficarmos temporariamente sem o stress causado pelo temido telemarketing. Mas como poderemos sobreviver sem os sanduíches com hambúrguer, bacon, pickles, cheddar, maionese e ketchup? E os croissants com cappuccino, ou os mousses com chantilly? O que será das mulheres o dia que não houver mais a lingerie ou o jeans? Imagine você ligar o rádio e não poder mais nomear os estilos Pop, Rock, Blues, Country, Jazz etc. Vamos ter de nos contentar apenas com Samba, Pagode e Bossa-Nova (pelo menos, o Funk também chegará ao fim dos seus dias). Isso me parece até um complô (aliás, complô vem do francês).

Com apenas poucas palavras, restritas a duas categorias de vocábulos (comida e música), já podemos nos dar conta de que nossa performance como falantes da língua portuguesa ficará bem prejudicada com a perda dos estrangeirismos. Porém, cabe a nós manter o controle ao usá-los, para não cometermos excessos. Nas situações acima, não consigo encontrar palavras para substituir os termos estrangeiros, mas em muitos casos isso é perfeitamente possível.

Não há a necessidade de utilizarmos a frase “vamos dar um start na reunião” ao chamarmos nossos companheiros para um encontro de trabalho, ou então “precisamos dar um up nas vendas”, para dizer que a empresa precisa vender mais. Nesses casos, compartilho da opinião do deputado Rebelo e do ex-presidente da Academia Brasileira de Letras Tarcísio Padilha ao condenarem a substituição desnecessária de idiomas. O melhor, nesses casos, é optar pelo bom-senso e não tentar “falar bonito”, como forma de exibicionismo. Até por que, muitas vezes, podemos acabar cometendo uma grande gafe. Portanto, fiquemos atentos.

Caso tenha interesse em conhecer mais sobre os estrangeirismos presentes na Língua Portuguesa, sugiro que acesse o dicionário online localizado no Portal da Língua Portuguesa. Esse website traz pouco mais de mil palavras (menos de 1% do léxico do português) oriundas do inglês, francês, italiano, alemão, japonês, e até mesmo do sânscrito. Porém, se preferir, basta dar uma lida mais atenta a esse texto, e você encontrará inúmeras palavras em itálico, com links (ops, mais uma) direcionados para o Portal da Língua Portuguesa ou para o website Dictionary.com. Sem elas teria sido impossível escrever esse artigo.